Por que as corujas são chamadas de “Parlamento”: a história por trás desse substantivo coletivo peculiar

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Durante séculos, as pessoas notaram que um grupo de corujas é chamado de “parlamento”. Este não é apenas um rótulo aleatório; está enraizado em profundas associações culturais de corujas com sabedoria, conhecimento e até autoridade.

As origens do termo

O termo “parlamento” para um grupo de corujas provavelmente surgiu das tradições europeias medievais. Durante este período, as corujas eram frequentemente vistas como símbolos de inteligência e previsão. Os antigos gregos associavam as corujas a Atenas, a deusa da sabedoria, enquanto outras culturas as associavam à magia e ao conhecimento oculto.

A ligação entre as corujas e o parlamento também pode resultar da solenidade percebida e da observação silenciosa dos pássaros. Tal como um parlamento debate e observa, as corujas sentam-se em silêncio, aparentemente ponderando sobre o mundo à sua volta. Essa imagem ressoou entre aqueles que nomearam agrupamentos de animais há séculos.

Substantivos coletivos: mais do que apenas palavras

Os substantivos coletivos costumam ser caprichosos, mas revelam atitudes históricas e culturais em relação aos animais. Ao contrário do termo prático “rebanho” para a maioria dos pássaros, “parlamento” para corujas ou “assassinato” para corvos acrescenta profundidade e cor à linguagem. Esses nomes não foram escolhidos aleatoriamente; eles refletem como as pessoas viam essas criaturas.

  • Um assassinato de corvos sugere uma presença sombria e sinistra.
  • Um bando de gansos evoca a natureza barulhenta e caótica dessas aves.
  • Uma exaltação de cotovias celebra suas canções edificantes.

Por que os substantivos coletivos são importantes

Esses termos não são apenas peculiaridades linguísticas. Eles mostram como os humanos historicamente perceberam os animais, muitas vezes imbuindo-os de significados simbólicos. As corujas, com seus hábitos noturnos e olhar penetrante, têm sido associadas tanto à sabedoria quanto ao mau presságio. Algumas culturas acreditam que ver uma coruja prediz a morte, enquanto outras a veem como um espírito guardião.

Outros substantivos coletivos fascinantes

O reino animal está repleto de nomes de grupos estranhos e maravilhosos:

  • Uma jangada de patos
  • Um stand de flamingos
  • Uma ninhada de pintinhos
  • Um viveiro de pinguins
  • Uma reunião de pavões

Muitos desses termos se originaram dos caçadores medievais, que usavam uma linguagem colorida para descrever as reuniões de animais.

Em última análise, o “parlamento” das corujas não é apenas uma curiosidade; é um lembrete de como a linguagem molda nossa compreensão do mundo natural. O termo é um testemunho de séculos de associação cultural, transformando um simples pássaro num símbolo de conhecimento e poder silencioso.